sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Semana Offline

Quase 7 dias sem internet, sem computador, na correria da Semana Acadêmica de Arquitetura...

Tudo começou a um tempo atrás, num dia de sol.
Fui twittar e meu PC havia morrido.
A partir de então ele passou dias nas mão de estranhos..., mas não quero falar desse tempo off, ou melhor quero sim.

Sexta foi dia de ver vídeos esquecidos num passado remoto e negro. Ensino-médio de volta? Espero que não. Foi bom enquanto durou, mas vergonha alheia perdura.

Quando achava que meu fim de semana seria de trabalho e afins: ganho ingresso pra festa de sábado.
Se o mundo conspira pra isso, então vamos.

Estágio, trabalho, exercícios, festa


Não parei mais. Acho que nenhum estudante de arquitetura parou essa semana.

Segunda começou a semana acadêmica: inscrição, palestras, mini-curso, oficinas e festa.
Claro, porque meu departamento é fino e oferece coquetel com vinho e bombons em plena noite de segunda.

Nunca beba demais no lugar que você estuda e/ou trabalha #ficadica

Um monte de palestrantes, alguns assuntos bacanas, outros nem tanto. Coffee break da Marilan é literalmente com biscoitos.

Fiz um mini-curso maluco sobre Novos Modos de morar. Principal lição aprendida: todo mundo nu fazendo o quer quiser, onde quiser.
Oficina sobre design gráfico em que se fez a luz. Nunca havia percebido que toda capa de filme comédia romântica é branca. Meu mundo mudou.

E como não pode faltar, o fim de semana começa na quinta e num bar.
Todos simbora pro Flor e Cultura.
Bacana, mas tenho que me lembrar de consumir coisas mais baratas #sustocomnotinhadocartão

Enfim. Estou na pista pra negócio e não há vírus que me segure.
Agora deixa eu voltar a trabalhar...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Ai blá blá blá blá blá blá blá blá blá

"Ti ti ti ti ti ti ti ti ti
Você diz pra ela
Tá tudo tudo muito bom
Tá tudo muito bem
Mas realemnte
Mas realmente"

E a vida segue. 
Estágio, estágio, uma festa, trabalhos...!
Nada de folga.

Sem blá, blá, blá, nem chororô

Pois sempre há a esperança de uma risada no meio da tragédia.
Compre sua árvore de Natal, apresente seu trabalho final, pule 7 ondas pois o ano está acabando.

Amigos formando, família viajando, pobreza aumentando.

Pra não falar só de dramas de novembro, um filme curta internístico

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Inventariando

Primeira missão prática do ICMS Cultural 2010 - Inventariar Canaã

É logo ali, depois de São Miguel do Anta.
Depois de um monte de curvas a beira do abismo.

Sob sol achamos a prefeitura, um sobrado com teto baixo e escada alta.
Passamos na igreja analisando a santa de multiplos nomes e batemos papo com senhores e senhoras que conheceram Arthur Bernardes, capelas de madeira e assistiam tv na praça.

Bem, eles ainda assistem tv na praça.

Essa é Canaã, uma cidade pequena, com uma rua comprida e outras pequenas morro acima. Umas casas antigas, uma igreja quase sem praça e Santo Antônio abençoando.

De resto basta ver os eventos sociais mais bombantes do lugar...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Stefhany no Esquadrão

Depois de muita enrolação, badalação e comentários na mais nobre imprensa marrom; chegou o dia de Stefhany no Esquadrão da Moda.

O programa do SBT que promete mudar todo o guarda-roupa de uma pessoa brega.

Calma lá. Stefhany, Brega?
Eles acham que sim. Nós sabemos que ela é linda.

Desde o início ela não gostou de se livrar de suas antigas roupas, não gostou das roupas discretas e caras que lhe sugeriram e tão pouco da proposta de cortar uns 10 dedos no cabelo.

"Votamina T, de tesoura"
"Não"
"Você é de Áries não é?"
"Não, sou do Piauí"
Isso ai Stefhany, você tem seu jeitinho!

Ao final ela falou a verdade, criticou aquela brega da Fiorentino e saiu absoluta com sua saia de pétalas amarelas e sandália de 299,90.

Foi um programa ótimo que só serviu pra promover a nova música da Beyoncé brasileira.

sábado, 31 de outubro de 2009

Saci não existe


Feliz Dia do Saci!

Porque políticos criaram em 2003 esse dia, mas na verdade só mudaram de nome, porque no fundo continua sendo Halloween.

Na dúvida: vamos ver um filme de terror e torcer pra mula sem cabeça não aparecer.

Feliz véspera de feriado.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Ônibus Lotado

Outubro acabando, ano acabando, Natal chegando, Carnaval chegando...
Alguns planejam estágio em 2010
Alguns serão desempregados em 2010
Alguns não sabem como terminar 2009

É o fim da primeira década do século XXI. Já parou pra pensar que outro dia mesmo er 2000! Medão do mundo acabar virou medão de não saber o que fazer nesse mundo.

Enfim, não pensemos no futuro, vamos ver oq eu houve essa semana.
Uma semana de estágios.
Colocar em dia coisas da Empresa Júnior, tomar decisões na Patrimônio da Prefeitura e começar no escritório. 

Pausa, respire.

A meta é terminar o semestre, mas tem tanta coisa até lá.
Tantos planos pra 2010...

O que eu mais quero é montar a árvore de Natal, só isso. Custa chegar as festas de fim de ano?

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Falando Sozinho sobre Patrimônio

Ontem foi aniversário do Domínio do Rôdy e para comemorar ele convidou uma galera pra escrever lá essa semana.
Fui na empolgação e reproduzo aqui o que lá escrevi.



Bendito dia que eu fui me meter com esse tal de Patrimônio.

Ele bate na porta da gente e não quer mais sair.

Ele fala, fala e não para enquanto a gente não entende do que ele está falando.

Parece irmão chato que enquanto não atende não para de infernizar tua vida.

 

Eu era feliz sem entender de patrimônio, agora sou feliz entendendo dele, mas é meio socialista querer levar todos para o Lado Negro da Força?

Eu só quero que você entenda que sem memória não somos nada.

 

Blá, blá, blá pras criancinhas de 6 anos que temos que aplicar Educação Patrimonial. Legal pros pré-adolescentes que acham que entenderam a mensagem. E o fim do mundo pra qualquer construtor.

 

Se você tivesse um limão você faria uma limonada? Mas e se eu te disser que com o preço de um limão você compra duas carambolas e o suco de carambola é mais caro?

Tá, me perdi.

 

O fato é que eu luto por uma causa perdida. Aquela lá do Patrimônio, lembra?

- Bacana aquele prédio antigo, diz o menino.

- Ali morou seu avô, diz o adulto.

 

Quando a gente preserva um prédio não é o prédio em si que se quer preservar, mas a memória.

Papo de doido esse de preservar a memória, mas é a verdade.

Quem somos nós sem memória?

Se agora eu tivesse uma amnésia, perdesse todas minhas referências: quem sou, onde moro, o que sei, que língua eu falo, quem são meus parentes e amigos... Esse não seria eu. A minha memória faz quem eu sou.

 

É complicado falar que os patrimônios materiais são retratos da memória. Mais que retratos, não são apenas pra se ver, eles são protegidos para se viver a memória.

 

Lá vem ele de novo com essa conversinha fiada de que devo freqüentar o museu.

Ah, quem dera se a metodologia de museu funcionasse. Não basta você ver, você tem que sentir.

 

Sentir a rua que você passa, sentir as pessoas que você conhece, sentir a história, a comida, o cheiro, as palavras.

Como se preserva uma dança, uma música, um acarajé?

Eles fazem parte da memória.

Eles são a identidade.

São números de registro não civil. Registrados na nossa alma.

 

Proteger o patrimônio não é falar: tira a mão disso ai que é tombado, é protegido.

É falar: cuida disso ai pra poder chamar seus filhos pra vir experimentar também.

 

Ridículo é dizer que se engessa uma cidade ao impedir a demolição de um imóvel.

A cidade não é um aglomerado de construções com ruas entre elas. A  cidade é um aglomerado de gente.

As construções, as ruas estão ali para servir “as gentes”.

 

A cidade é sua casa. Ela faz parte da sua vida. A padaria, o açougue, o McDonalds, a boite... Fazem parte da sua identidade.

As suas lembranças não são iguais as lembranças de seus pais, de seus amigos; são suas. São seu patrimônio.

Cabe a você preservar suas lembranças.

 

Quando você está esquecendo algo você vai lá e anota. Quando quer guardar um momento tira uma foto, grava em blueray...

Esse registro material agora são testemunhos do seu patrimônio.

 

O tal do patrimônio que bateu na minha porta veio com a conversa de proteger patrimônio coletivo.

Porque bem é verdade que brasileiro acha que público não é de todos, é de ninguém.

Mas ai se encontra o principal desafio: como convencer que a memória de um bairro, de uma cidade, a lembrança do cara que desenvolveu a cidade, trouxe progresso, a lembrança da dona Maria que cuidava dos doentes, do Tio João que contava histórias faz parte da memória pública, da memória coletiva, e como tal deve ser preservada por todos. Para todos.

 

Quem gere o coletivo é o poder público, então caberia ao poder público preservar a memória do grupo, mas nessa tentativa se esbarra em interesses privados, em leis tortas, no poder político e no lucro financeiro.

Se alguém te oferecesse uma pequena fortuna por sua caixa de fotos, pelo seu diário, pelas suas lembranças... Você ficaria tentado.

Até que ponto você resistiria a perda de suas lembranças?


Podes me falar: Foto já ta bom, pode derrubar o prédio. O vídeo daquela dança já ta bom, pode acabar com o grupo. Eu tenho aquela conversa do MSN salva não preciso mais de conversar com aquelas pessoas. Não é egoísmo nosso achar que só porque agora nos basta essas recordações não palpáveis que no futuro também bastará.

Será que não é egoísmo nosso achar que nossos filhos não precisam saber sobre o lugar em que vivem, quem construiu, quem morou, o que existia ali antes?

 

É uma história bizarra essa de proteger lembranças, mas ela é nosso patrimônio.

Nomear como Material ou Imaterial é apenas uma classificação.


Abrir um blog pra dividir as coisas da gente é uma maneira de se relacionar. Escrever sobre o que gostamos, o que nos deixa a fim, é guardar a memória e num blog é a maneira de repassa-la.

Esse blog é patrimônio do Rôdy, mas está na memória coletiva de quem o lê e só o ato binário de escrever e ser lido faz dele o que é. Se mudar algo deixa de ser o que é...

Assim que seja patrimônio de quem por aqui passou e de quem por aqui vai passar, porque acho que deve-se preservar pra isso.

 
BlogBlogs.Com.Br

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